Entre os clarões do meu destino,
Você já foi meu sonho azul.
Vivemos nosso amor antigo
Num filme que o tempo não bulia.
Mas quando a tela se apagou,
Em que pedaço do mundo você ficou?
Em que avenida, qual país,
Qual geografia te conduz?
Me diz em que manhã te reencontro.
[Refrão]
E eu te busco nas paisagens da memória,
E você volta no clarão da saudade.
Você recorda?
A febre da paixão,
A música das mãos,
A noite em Nova Délhi,
E o beijo fugitivo
Em outra história…
Os ventos do oriente
Varreram meu coração,
E eu segui chamando por você
Pelos desertos que inventei
De puro sentimento.
Você recorda…
[Refrão]
E eu te busco nas paisagens da memória,
E você volta no clarão da saudade.
E quando a lua clareava
Nosso segredo no quintal,
A vida parecia escrita
Num roteiro transcendental.
Hoje só tenho a lembrança
Feita de luz e contradição,
Um mapa que perdeu o norte
No escuro do meu coração.
Será que ainda se pergunta
Se o nosso enredo resistiu?
Ou se o destino, lá na curva,
Simplesmente nos traiu?
Mas se um dia o acaso ousar
Botar seus passos com os meus,
Quem sabe aquela velha cena
Se realize outra vez…
[Refrão Final]
E eu te busco nas paisagens da memória,
E você volta no clarão da saudade.
[Verso 1]
O sol se deita no velho cais,
feito retrato que o vento traz,
a vida passa — leve, ligeira —
feito jangada que some inteira.
Na rua antiga, um som de sanfona,
a alma canta, o corpo entona,
e o tempo, esse mestre sem compasso,
vai desatando os nós do espaço.
[Refrão]
Se o amor é rio, eu sou maré cheia,
se és saudade, eu sou lua cheia,
se és partida, eu sou chegada,
se és silêncio, eu sou cantada.
[Verso 2]
No beco escuro da solidão,
um poste acende o coração,
e a cidade, velha e bonita,
veste tristeza, veste escrita.
Teu nome sopra da beira-mar,
feito segredo a se revelar,
e o vento traz no mesmo instante,
tudo que é perto e é distante.
[Refrão]
Se o amor é rio, eu sou maré cheia,
se és saudade, eu sou lua cheia,
se és partida, eu sou chegada,
se és silêncio, eu sou cantada.
[Ponte]
O tempo é um barco que vai,
mas deixa o rastro no cais…
e quando o amor chama assim,
ninguém se esconde de si.
[Final]
E o coração, marujo antigo,
insiste em chamar abrigo…
Luz de beira-mar,
me leva contigo.
Ô, meu amor…
Se a vida te pesa… escuta isso aqui…
Você precisa enfrentar o mundo, eu sei
Mas às vezes o mundo é pesado demais
Precisa assoviar pra espantar o medo
Mas tem dia que o peito não aguenta mais
Precisa ouvir calada, engolindo a dor
E responder bonito mesmo sem amor
E quem vê de longe pensa que é fácil assim
Mas não sabe o que não deixa você dormir
Você precisa chorar menos, mas eu sei que dói
O sorriso vem fraco, mas nunca vem só
E um abraço agora curava metade
Do estrago que a vida fez de verdade
Você precisa de tanta coisa, meu bem
Mas precisa de alguém que te queira também
E se o mundo te esqueceu no canto frio da noite
Deixa eu ser o abrigo, o chão que te reconstrói
Você precisa… mas ninguém vê
Você precisa… e eu preciso de você
Se o peito tá apertando e a lágrima te desfez
Eu tô aqui, meu amor… mesmo que você não queira outra vez
Você tenta relaxar, mas a mente não deixa
O passado batendo na porta, pedindo conversa
Fecha a janela, abre um livro, tenta fugir
Mas tudo que é lembrança faz você cair
E esse mundo lá fora te chamando pra viver
Mas seu coração cansado tem medo de sofrer
Ah, se eu pudesse tirar essa dor daí
Eu carregava tudo só pra te ver sorrir
Você precisa de tanta coisa, meu bem
Mas precisa de alguém que te queira também
E se o mundo te esqueceu no canto frio da noite
Deixa eu ser o abrigo, o chão que te reconstrói
E se tudo é impreciso e nada te perto fica
Eu sou certeza… mesmo quando você duvida
Você precisa…
Mas deixa eu cuidar de você um pouco também…
Foi dançando e bebendo,
Que eu pude me acostumar,
Dançando tomando pinga,
Carregando uma moringa,
Correndo a beira mar,
No baile da gafieira,
Eu também estava lá,
Namorando e dançando,
Quanto mais lhe apertava,
No balanço a balançar.
No baile sapateando,
Muito eu pude dançar,
Bebendo refrigerantes,
Coca-Cola e guaraná,
Acordado a noite inteira,
Você pra lá e eu pra cá.
Todo laço amoroso,
Devemos lhe conquistar,
Um abraço bem dengoso,
Com um beijo bem manhoso,
Saindo para dançar.
Desde que te conheci,
Quero estar ao seu lado,
Sonhando contigo eu vivo,
Que caso complicado,
Te amo até por demais,
Acredito que sou capaz
De estar sempre ao seu lado.
Quem ama zela por demais,
Nem liga para o que faz,
O amor está acima de tudo,
Seja lá como for,
Eu acredito que sou feliz,
Nada de complicado,
Estarei sempre ao seu lado.
No namoro sempre é assim,
Cada um cuida do outro,
Não existe desgosto,
O amor fala mais alto,
Diante dos momentos amados,
Como diz o velho ditado
Cada um do seu lado.
Te quero minha querida,
Tu fazes me orgulhar,
Porque afastousse de mim,
Não gosto nem de lembrar,
Que um dia minha vida,
Naquela estrada proibida,
Eu pude bem te beijar.
Toda saída da escola,
Podiamos nos encontrar,
O tempo foi passando,
A gente sempre namorando,
O destino quis nos separar,
Você viajou para longe,
Por lá pode casar.
Vivendo a vida chorando,
Um dia pude viajar,
Inocente como uma criança,
Por coincidência da vida,
O destino foi me mostrar,
O lugar que você vivia,
Aonde eu tinha que morar.
A noite é uma criança.
E há luas nos olhos teus;
Nos teus lábios, a esperança
Faz brotar nos lábios meus!
A noite se faz bonança.
E é abençoada por Deus.
No amor a paz alcança,
Pois estou nos braços teus!
A noite se faz serena,
E traz olor da verbena,
Para aromar meus desejos.
E a lua brilha no céu,
Quando a amada abre o seu véu
Para os nossos doces beijos!
Vou cavalgar contigo a noite inteira,
Adentrando em luz a madrugada,
Feliz, assim, em cada galopada
Do bom corcel veloz sem mais viseira!
Vou cavalgar em ânsia verdadeira
Por senda colorida em serenada
Nesse instante de amor, em disparada,
Enquanto a madrugada é sem fronteira.
Segurarei com força os teus cabelos,
Para não cair ao chão, nos teus apelos,
Nessa noite estrelada e com luar.
E vamos galopando por campinas,
E por belas flores tão divinas
Nos bosques dos amores, só para amar!
Nossa Praça do Ferreira
Tem um vento brincalhão…
Ele sopra, o sem vergonha,
Sem qualquer educação…
Meninas reboculosas,
As que não saem da raia,
Passam com cheiro de rosas,
Mas seguram suas saias…
Porque este vento-gafieira
Não está pra brincadeira
Quando faz suas gracinhas
Em rodopios constantes
Mostrando em bons flagrantes,
Das meninas às calcinhas…